Curitiba Para uma família de Curitiba, a dor de perder um parente próximo somou-se ao transtorno de ter que esperar por quase dez horas a liberação do corpo pelo Instituto Médico-Legal (IML) e providenciar o velório. A aposentada Antonia Nunes de Faria morreu às 23 horas de quinta-feira. Os familiares acionaram o IML para o atestado de óbito, mas sem viatura para ir até o local, os funcionários do órgão só chegaram por volta das 8h30 de ontem.
A filha da aposentada, Maria Regina Cardoso, disse que no IML a explicação foi de que três das quatro viaturas estavam no conserto. A única em funcionamento estava em Piên (90 km ao sul de Curitiba). Sem perspectiva do horário em que poderia tomar as providências do funeral, a tensão foi ainda maior, contou Maria Regina. ''Você já está nervosa com o acontecido e, ainda, tem que passar por isso? É revoltante.''
Segundo Maria Regina, a espera se entendeu porque depois de voltar de Piên, a viatura teve que ir a Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, para abastecer, antes de chegar em sua casa.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as viaturas estão no conserto, mas comunicou que uma delas já voltou a circular. As outras duas voltam na semana que vem. Ainda de acordo com a assessoria, a secretaria está providenciando a licitação para compra de veículos. Mas não há previsão de quando isso deve acontecer, nem de quantos carros irão reforçar a frota do IML.
O IML de Curitiba atende, além da Capital, os 25 municípios da RM. O IML de Campina Grande do Sul, que atendia parte dos municípios, está desativado desde fevereiro.

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