Família é refém em assalto à residência
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terça-feira, 03 de setembro de 2002
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Quatro assaltantes armados e encapuzados invadiram uma residência do Jardim Quebec, região central de Londrina, e mantiveram sete pessoas reféns durante uma hora. Além do prejuízo de mais de R$ 30 mil, os ladrões usaram um carro da família para fugir. O crime aconteceu às 7 horas de ontem, na Rua Raja Gabaglia, localizada ao lado de um vale arborizado da cidade.
Os assaltantes, que haviam pulado o muro minutos antes, abordaram o dono da casa, Benedito Oswaldo Ferreira, juntamente com outros dois filhos que se preparavam para ir à escola. ''A quadrilha levou todos para dentro da casa e manteve a gente presa no quarto. Dois deles ficaram procurando objetos de valor e acabaram levando uns R$ 30 mil, entre dinheiro e jóias'', explicou Nilde de Souza, 50 anos. Além dela e do marido, a empregada, filhos e netos (entre 14 e 18 anos) foram detidos pelo grupo.
A comerciante estava revoltada com a tranquilidade dos assaltantes, que satirizaram o trabalho da polícia em Londrina. ''Eles disseram na minha cara que vão 'detonar' a cidade. Com certeza já estão fazendo isso, porque não há policiamento nas ruas'', reclamou Nilde. Sobre a presença do secretário de Segurança, José Tavares (veja reportagem nesta página), que estava ontem na cidade, ela disse que as autoridades precisam ''caminhar nas ruas para ver como Londrina está violenta''. ''Pagamos impostos e os policiais ficam tomando cafezinho nos distritos'', acusou.
Ainda de acordo com as vítimas, não houve agressão física por parte dos assaltantes, que fugiram uma hora depois, usando o Uno bordô (placas AKC-9164, de Londrina). Buscas foram realizadas no Quebec, mas os policiais não encontraram vestígios da quadrilha e nem do carro roubado.
O secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, foi informado sobre o assalto e disse ''lamentar profundamente'' que as pessoas sejam vítimas de ações criminosas, ''mas a violência é uma realidade''. Ele acrescentou que a secretaria continua adequando suas polícias. ''Temos consciência do nosso dever e a nossa polícia já está devidamente aparelhada para atuar nesses casos''.
Questionado sobre a atuação do Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon), conhecida por força-tarefa, Tavares admitiu que o grupo está passando pelo período de estruturação da equipe. ''A partir de agora o grupo vai cuidar das ações operacionais''. Segundo ele, os resultados dos próximos dias já serão positivos. E garantiu: ''Na medida em que os bandidos perceberem que as ações são pra valer, os crimes vão diminuir.'' (Colaborou Erika Zanon)


