Família é intoxicada com gás em Curitiba
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terça-feira, 13 de julho de 2004
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Corpo de Bombeiros registrou na noite de segunda-feira o quinto caso de intoxicação por monóxido de carbono causada por problemas em instalações de aquecedores a gás. O casal Júlio Zearpellon, de 41 anos, e Vera Zearpellon, 46 anos, a filha de 11 anos e o cachorro de estimação foram atendidos a tempo e escaparam com vida.
De acordo com o tenente Eduardo Gomes Pinheiro, do Corpo de Bombeiros, Vera e sua filha haviam tomado banho com o uso do aquecedor a gás, quando começaram a sentir uma indisposição. O marido percebeu também que o cachorro estava muito quieto e chamou a vizinha, que é médica, e todos foram hospitalizados. O Corpo de Bombeiros foi acionado e descobriu inúmeras irregularidades nas instalações do aquecedor.
''Eles tinha recebido a visita do técnico pela manhã e por isso não desconfiaram que o problema era no aquecedor. Os técnicos observam os equipamentos mas esquecem de observar as instalações'', afirmou o tenente Pinheiro. Segundo o oficial, dos cinco casos semelhantes neste ano, dois com vítimas fatais, em três deles, inclusive o de segunda-feira, os técnicos haviam visitado as casas para avaliar a situação dos aquecedores.
Os aquecedores a gás precisam estar na área de serviço com uma chaminé de altura mínima de 60 centímetros do aparelho. Além disso são necessárias duas aberturas de ventilação (portas e janelas não são consideradas porque podem ser fechadas). Deve haver também uma conexão entre o aquecedor e o lado externo da construção, com um equipamento chamado terminal.
''Nada disso foi respeitado nos cinco casos deste ano. Desta vez tivemos sorte, mas não sabemos até quando a sorte vai nos acompanhar'', alertou Pinheiro.


