Família é fundamental no combate ao crime
Quanto mais estruturada for a família, menor a possibilidade do jovem ingressar na criminalidade. A opinião, que beira o senso comum, é de autoridades públicas do setor de combate à violência. Além de destacarem a pobreza como um fator determinante, a falta de limites impostos pelos pais também pode contribuir com o aumento das estatísticas de crimes. Apesar de alto, o número de casos envolvendo jovens sofreu redução, de acordo com a Polícia Militar (PM).
A assessoria de imprensa da PM forneceu os dados a pedido da reportagem da Folha de Londrina. Em 2004, foram registradas mais de 1.300 ocorrências cometidas por crianças ou adolescentes. Roubo, furto simples e qualificado lideram o ranking. Os números, no entanto, são referentes apenas a apreensões em flagrante, responsabilidade da corporação. No total, 1.330 menores de 18 anos foram apreendidos no ano passado pela PM. Em 2003, este número ficou um pouco abaixo: 1.535.
''Houve uma redução de 11% de pessoas encaminhadas para a delegacia, entre adolescentes e adultos. Este é o resultado do trabalho de prevenção ostensiva realizado pela PM'', analisa Fábio Luiz Rinconski, sub-comandante interino do 5 º Batalhão da Polícia Militar em Londrina. Para ele, aliada ao problema social, a atuação das famílias é essencial para evitar que os jovens envolvam-se com o crime. ''Os pais deveriam estar mais presentes. Especialmente em situações em que estão vendo os filhos tomando o rumo de situações de ilegalidade'', destacou.
A opinião é compartilhada pela diretora do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), Odila Santos Cabral. ''Hoje, para muitos jovens não existem limites. Se os pais não colocarem limites, a tendência é que o problema da violência aumente'', afirmou. Ela ressaltou ainda que a situação socioeconômica também interfere nos índices.
Rincoski, no entanto, mostra-se um pouco mais otimista. ''Os problemas sociais em uma cidade grande como Londrina são muito grandes. Mas iniciativas como a Patrulha Escolar e o Projeto Povo têm contribuído para melhorar as estatísticas. A tendência é melhorar'', opina.
Para Odila, a redução do crime passa necessariamente por uma melhor integração dos diversos segumentos responsáveis pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes: Governo, sociedade civil e família. ''A culpa pela atual situação é de todos''.(F.R.F.)





