Família é cada vez mais envolvida no tratamento
O tratamento eficaz, ou pelo menos aquele em que a melhora pode ser esperada, depende única e exclusivamente da vontade do dependente em se tratar Internações compulsórias ou tratamentos obrigatórios não dão resultado, segundo a psicóloga Ana Carolina Athayde Cada vez mais a família também está sendo envolvida
Para o psicólogo Sérgio Rocha Velho, é errado comparar a dependência química com outras doenças No caso das substâncias psicoativas, a pessoa precisa ser acompanhada e não há expectativa de alta, como em outras patologias
''Algumas que passaram por aqui ficaram até oito ou nove anos sem usar drogas, mas voltaram a usar Por isso não costumamos empregar o termo 'alta' para esse tratamento'', disse
Segundo explicou Velho, é no processo de cura que alguns sintomas característicos da doença - definidos pelo Código Internacional de Doenças (CID) como distanciamento do convívio social, tolerância ou abstinência - são afastados, o que, em seguida, pode trazer uma melhora na qualidade de vida
''Não há como dizer qual o tempo para essa melhora, mas todos os dependentes que passam por aqui, sem exceção, assumem uma melhor condição de vida após um mês de tratamento Não estou dizendo que deixam de usar, mas têm uma vida melhor '' (P G )





