Na próxima sexta-feira, às 17h30, familiares e os amigos de Vanessa Maia vão fechar a avenida Tiradentes, no local onde ocorreu o acidente, para protestar contra a violência no trânsito e também pedindo rigor no inquérito que apura a morte da estudante. Para a mãe da vítima, Cleusa Serafim Maia, o motorista que atropelou Vanessa tem que pagar pelo crime. ‘‘Não tem justificativa para eles estarem correndo naquela velocidade’’, afirma a mãe de Vanessa. ‘‘As pessoas que viram o acidente dizem que eles estavam fazendo um racha.’’
Cleusa Maia iria procurar o delegado ontem para pedir rigor nas investigações: ‘‘Vou pedir para ele não desistir enquanto não resolverem este caso.’’ A polícia também investiga a participação de outro carro no ‘‘racha’’. O Gol que atropelou Vanessa (placa BID 6662, de Londrina) foi recolhido domingo à tarde pelos policiais da Delegacia de Acidentes de Trânsito. O veículo estava na casa de Marcelo Matos Coutinho. Ontem pela manhã, técnicos do Instituto de Criminalística estiveram na delegacia para vistoriar o veículo.
Segundo o perito criminal Luis Carlos Kovacs, o laudo deverá ser entregue ao delegado até quinta-feira. Mas ele adianta que uma das conclusões é que a vítima foi atropelada quando estava a quatro metros do meio-fio (a largura da via é de 15 metros).
Ainda de acordo com o perito, há uma marca de frenagem do Gol. ‘‘Estamos analisando para descobrir se ela foi atropelada antes ou depois da frenagem’’, relata o perito. Luis Carlos Kovacs diz que não conseguiu detectar a velocidade em que trafegava o motorista do Gol.

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