Curitiba - O corpo do escritor Valêncio Xavier foi cremado na tarde de ontem, no Crematorium Vaticano, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. Valêncio morreu às 11h30 de sexta-feira, em decorrência de um derrame cerebral e parada respiratória. Ele estava internado há quase três meses no Hospital São Lucas, em Curitiba, para tratamento de uma pneumonia.
O velório foi realizado na Capela Vaticano, seguido de uma despedida feita por parentes e amigos, em lugar da cerimônia oficial. ''Sabíamos que ele acharia ridículo este tipo de cerimônia, então preferimos fazer apenas uma despedida'', explica a filha Ana Cristina Niculitcheff.
Na ocasião, foram feitos depoimentos por dois familiares e pelo amigo Algaci Tulio (radialista e ex-deputado), com quem Valêncio trabalhou no extinto Canal 6, durante a década de 1960. Entre os amigos presentes estavam o dramaturgo Hugo Mengarelli, o deputado federal Dr. Rosinha, o cineasta Pedro Merege, o fotógrafo Orlando Azevedo, o ator José Plínio e o advogado Constantino Viaro.
Às 11h15, o corpo seguiu para Campina Grande do Sul. A família preferiu não presenciar o crematório, deixando para retirar a urna com as cinzas hoje. ''Ainda não temos um destino para as cinzas. Não decidimos se vamos guardá-las ou despejá-las em algum lugar'', comenta Ana Cristina.
Valêncio Xavier tinha 75 anos e sofria do Mal de Alzheimer. Entre as obras que deixou, a mais conhecida é ''O Mez da Grippe'', de 1981. Além de escritor, também era jornalista, roteirista, desenhista, professor, dramaturgo, ator e cineasta.

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