Odair StraliottConvívioA dona de casa Alzira Cardoso da Silva e o urubu ‘‘Nego’’Há quatro meses, quando o trabalhador José Divino da Silva, 42 anos, roçava uma pastagem e encontrou um ninho em meio a algumas pedras, não imaginou que estava começando a domesticar um urubu.
De lá para cá, a ave, que já está adulta e pesa cerca de 4 quilos, ganhou o nome de ‘‘nego’’ e tornou-se de estimação para a família, que mora na Rua Alexandre Balan, no Parque Bela Vista, em Apucarana.
O urubu que, normalmente seria arredio à domesticação, é criado solto no quintal, convivendo com gatos, cachorros, patos e gansos, e até brinca com as crianças. Durante o dia, conforme conta Alzira Cardoso da Silva, mulher de José Divino, o urubu voa pela cidade, mas volta duas ou três vezes para comer.
Ela revela que, desde filhote, o urubu só se alimenta de carne bovina. ‘‘Ele é muito enjoado, só aceita carne de primeira e moída’’, conta dona Alzira, acrescentando que se a carne tiver gordura ou sebo, ele não aceita e cospe fora.
‘‘Nego’’, com seu jeito desengonçado de andar pelo quintal da casa, dando pulinhos e batendo as suas grandes asas, faz a alegria da criançada de toda a vizinhança. Quem não o conhece se assuta à primeira vista, mas para a grande maioria ele já faz parte do cotidiano.
Odair StraliottFavor‘‘Nego’’ e o viralata ‘‘Jimi’’: coçando ou catando pulgas
A ligação do urubu com José Divino e sua mulher é tão grande que às vezes eles precisam sair escondidos de casa para que ‘‘Nego’’ não os siga. ‘‘Um dia ele quase entrou comigo para dentro do ônibus’’, lembra dona Alzira, contando que o urubu ficou o tempo todo junto com ela próximo do ponto de ônibus.
O que mais impressiona no urubu é a sua ‘‘amizade’’ com o viralata ‘‘Jimi’’, um dos cães da família Silva. ‘‘Talvez os dois se entendam porque são da mesma cor’’, comenta brincando dona Alzira.
Só para se ter uma idéia do incrível e estranho relacionamento entre os dois, é comum ver ‘‘Nego’’ coçando ou catando pulgas em ‘‘Jimi’’.

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