A família do aposentado Antonio Kocinba, morto com um tiro no olho na tentativa de assalto do Carrefour, já contatou um advogado para processar a rede e a transportadora de valores TGV. Celson Kocinba, filho de Antonio, acredita que as duas empresas têm responsabilidade pela morte de seu pai. E espera ser indenizado pelo menos pelos prejuízos materiais.
A tentativa de assalto foi a terceira em menos de seis meses. Por esse fato, o advogado criminalista Dálio Zippin, ouvido pela Folha, acredita que o Carrefour deve indenizar a família. ‘‘O local do tiroteio, apesar de ser fora do estacionamento, é dependência do mercado, porque foi construído especificamente para a saída dos clientes’’, disse.
Zippin, que não é o advogado que vai atender a família, afirmou: ‘‘Pessoalmente eu acho que qualquer advogado que recorrer à Justiça vai ganhar a ação, considerando que é o terceiro assalto e nenhuma providência para garantir a segurança foi tomada, como a mudança dos horários de saída do carro-forte’’. Celson Kocinba disse que o Carrefour ‘‘manda convite’’ para os bandidos, já que todos os sábados, às 19h, sai o carro-forte.
A assessoria de imprensa do Carrefour, em São Paulo, informou que a rede vai esperar uma ação na Justiça para então se manifestar. ‘‘Enquanto isso, não vai falar mais nada’’, afirmou Edson Difonzo. Na transportadora TGV, a ordem é o silêncio.

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