Família diz que pescador atirou em defesa do sobrinho
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quarta-feira, 07 de janeiro de 1998
Agência Estado 
Segundo a versão apresentada por familiares de Nelson Pinsehguer à Polícia Militar, ele teria disparado contra João Acácio para proteger seu irmão, Lírio Pinsehguer. Eles já vinham tendo discussões desde a tarde. À noite, já em casa, Luz Vermelha teria ficado agressivo e tentado agredir Lírio. Nesse momento, Nelson teria feito o disparo, com uma espingarda.
Segundo o capitão Adilson Michelli, do 8º Batalhão da Polícia Militar, Nelson, depois de disparar, teria fugido para um manguezal próximo, de difícil acesso. Ainda segundo o capitão Michelli, o corpo apresentava cortes no pescoço e no braço.
Luz Vermelha foi colocado em liberdade, em São Paulo, no final de agosto. Após a libertação, ele foi levado à casa de um tio, José Pereira da Costa, na periferia de Joinville. Em 16 de outubro, ele agrediu um dos enteados do tio e saiu de casa. O vereador Getúlio Ferreira encaminhou-o ao Centro de Recuperação Shalom, da Igreja Evangélica Universal do Reino de Deus. Luz Vermelha preferiu não ficar no centro e pediu para ser levado à casa de Pinsehguer, que o hospedou na casa onde morava sua mãe, geminada à dele. Após três semanas morando com o amigo, João Acácio teve de ser internado no Centro Psquiátrico Metropolitano de Curitiba, em 18 de novembro do ano passado, onde permaneceu por oito dias. Do centro psiquiátrico, João Acácio voltou para a casa da mãe de Nélson, onde morreu.


