O professor Rubens Cecchini, 57 anos, informou ontem à imprensa que ele e sua família foram alvo de sequestro seguido de assalto na manhã do último sábado, quando teriam ido a Cidade de Leste, no Paraguai, fazer compras. Segundo seu relato, Cecchini, sua esposa, sua filha e o namorado dela, moradores de Londrina, ficaram cerca de uma hora rendidos por cinco homens.
No sábado, de acordo com o professor, a família deixou seu carro num estacionamento em Foz do Iguaçu, nas proximidades da Ponte da Amizade. ''Ao invés de atravessarmos (a ponte) a pé, preferimos pagar uma van para irmos até o Paraguai, como muita gente faz. Entramos num veículo onde estavam duas pessoas'', informou Cecchini. Os dois homens falavam espanhol e se identificaram como paraguaios.
Mais ou menos no meio da ponte, a van parou e mais três pessoas, todas do Paraguai, entraram. Até esse ponto, a família brasileira não desconfiava de nada. ''Os vidros da van eram fumê, escuros, mas achávamos que não havia nada errado. O veículo era todo fechado, e reclamamos que estava muito quente'', explicou Cecchini. Já em Cidade de Leste, a família pediu para que o motorista da van os deixasse num ponto próximo à avenida principal.
''Ele disse que era melhor não, por causa da polícia. Seguiu pela cidade, e, toda vez que pedíamos para parar, dava uma desculpa'', disse o professor. Quando a família já tinha percebido que havia algo errado, segundo Cecchini, os cinco homens renderam os brasileiros. Sacaram facas e as colocaram na altura do pescoço do professor e do namorado de sua filha.
Em seguida, o motorista conduziu a van até a zona rural de Cidade de Leste. Chegando a uma chácara, os assaltantes tiraram dinheiro das vítimas (cerca de R$ 1.000), celulares e uma máquina fotográfica. As vítimas foram abandonadas no local. Sem dinheiro, a família ainda conseguiu chamar um táxi para voltar até Foz. Os ladrões não levaram os talões de cheque nem cartões de crédito.
A família não prestou queixa porque, segundo Cecchini, cogita a hipótese de que a polícia paraguaia possa estar envolvida. ''Não procuramos ninguém. Só queremos que esse caso seja divulgado para que as pessoas não caiam nesse golpe'', comentou o professor.

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