Família demonstra amor ao Brasil com bandeira gigante
Família demonstra
amor ao Brasil com
bandeira gigante
Os Heuer torcem juntos pela Seleção Brasileira, paixão que fez
comércio, bancos e repartições mudarem horários de funcionamento
PaixãoA família Heuer comemora antecipadamente a conquista do penta
Irmãos, mulheres
e filhos devotam
mesma paixão pelo
futebol brasileiro
Eledovino Bassetto Junior
Especial para a Folha
A paixão pelo futebol, principalmente às vésperas da Copa do Mundo, ganha limites bem mais extensos: no Centro de Curitiba, uma família expressa sua confiança na Seleção pelo tamanho de uma bandeira com oito metros de comprimento, estendida na fachada de um edifício, na avenida Sete de Setembro. É impossível passar em frente ao edifício sem notar o verde-amarelo. Essa já é a segunda vez que esticamos a bandeira na fachada do prédio, porque todos somos fanáticos por futebol e temos de demonstrar esse sentimento, conta Paulo Heuer, um dos moradores.
A história dessa bandeira está muito ligada às condições peculiares em que vive a família. São três irmãos, com mulheres e filhos, que habitam um prédio familiar e fazem questão de deixar bem à mostra a devoção pelo futebol. A família, que trabalha junta num empreendimento industrial, faz questão de fazer quase tudo junto: A gente mora junto, trabalha junto e, claro, torce junto, conta, divertida, Denise Heuer.
São 28 pessoas numa área comum, todos mais do que interessados no desempenho da Seleção na Copa. A bandeira na frente do prédio, conta Denise Heuer, foi confeccionada por eles mesmos. Foi muito fácil de fazer a bandeira e dependurar na fachada, porque estamos todos muito animados e esperançosos em dar uma força para a seleção, diz Denise. Fomos comprando o tecido e fazendo a bandeira, aproveitando também algumas coisas que já tínhamos em casa.
Sereno - A presença desse símbolo nacional na fachada do prédio chegou a gerar algumas situações curiosas, como o questionamento feito pela filha de Paulo Heuer, Silvia, 9 anos: Mas como é que a bandeira vai ficar no escuro, de noite, no sereno?, perguntou a menina, para surpresa do pai. Ora, minha filha, isso de a bandeira não poder ficar no escuro era coisa do tempo do regime militar, agora estamos na democracia e podemos demonstrar a nossa alegria com o Brasil, respondeu o pai. Por via das dúvidas, a família tratou de providenciar um foco de luz para iluminar a bandeira durante a noite, para ninguém criticar.





