A família de Luciene Ribeiro de Paula Smolarek decide hoje se entra na justiça com pedido de guarda de Vanessa Smolarek, de nove meses, filha de Luciene. A menina está sob os cuidados da mãe do professor Aristóteles Smolarek, que era casado com Luciene. A família da moça quer fazer uma exame de DNA e provar que o professor não é o pai biológico da criança, apesar de ter feito o registro em seu nome. Smolarek é o principal suspeito de ter assassinado Luciene há 57 dias, em Santiago, no Chile.
O casal havia viajado para a capital chilena. Antes de viajar, Smolarek teria feito um seguro de vida de R$ 300 mil, colocando-se como beneficiário de 50% do valor se Luciene morresse. Os outros 50% ficariam com a filha. Luciene acabou sendo morta com pancadas na cabeça e a polícia do Chile vê no professor o principal suspeito. A hipótese ganhou força por Smolarek ter voltado para Curitiba sem a mulher.
O advogado da família de Luciene, Dioclécio Alves de Oliveira, disse ontem que a família pode entrar com o pedido de guarda da criança na próxima semana. Hoje, por volta das 15 horas, Oliveira e os pais de Luciene se reúnem para decidir os rumos que devem tomar. O advogado afirmou que existe a possibilidade dele viajar para Santiago para obter informações sobre as investigações da Justiça chilena. Oliveira disse que Smolarek teria feito dois seguros, temas que também serão discutidos pelo advogado e os familiares da vítima.
Smolarek é defendido pelo advogado Osmann de Oliveira, que defendeu Beatriz e Celina Abagge no caso Evandro. Osmann já esteve no Chile para ver como está o processo que apura a morte de Luciene e defende a tese de que ela foi morta em um assalto.

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