Família decide abandonar a cidade
Marcos NegriniLuta encerradaO casal Divina e Noberto, com o detetive e vereador Miguel de Oliveira: mudança anunciadaO estudante M.N.L.,17 anos, teve que parar de estudar por causa de brigas com um colega de colégio. Tudo começou no dia 12 de setembro, a partir de um esbarrão provocado por Fernando (conhecido como Repolho), no Colégio Estadual João Faria Pioli, na Vila Morangueira, onde M.N.L. estudava. Fernando teria esbarrado em M.N.L. no pátio do colégio e ainda teria ameaçado bater nele na saída da aula.
A ameaça se concretizou. M.N.L. estava saindo da escola quando levou um soco no rosto. Em seguida um grupo de seis rapazes, todos amigos de Fernando, entrou na briga e partiu para cima de M.N.L. Ele conta que apanhou bastante e resolveu contar o que tinha acontecido à mãe, Divina Lining, 44 anos.
Os pais de M.N.L. procuraram a direção da escola para expor o problema e prestaram queixa na 9ª Subdivisão Policial, orientados pelo vereador, Miguel de Oliveira. Apesar da queixa, os envolvidos na briga não compareceram na delegacia para prestar depoimentos e continuaram ameaçando M.N.L. de nova agressão.
No dia 16 de setembro, orientados pela diretora do colégio, os pais de M.N.L. foram esperá-lo na saída da aula e presenciaram novo ataque ao filho. Estávamos no carro quando vimos um rapaz bater no meu filho. Saí imediatamente para defendê-lo e vi quando um grupo de seis rapazes partiram com tudo para cima do meu filho, diz Divina. O pai de M.N.L., Norberto Lining, 46 anos, e o irmão M.R.L., 15 anos, também partiram em defesa do filho. Alguém gritou que eu estava armado e os agressores fugiram, afirma Lining.
Depois da segunda briga, conforme Divina, as ameaças continuaram. Eles chegaram a mandar um recado dizendo que nós teríamos mais 15 dias de vida, disse Divina. M.N.L. e o irmão, M.R.L., ficaram escondidos em um sítio de um amigo da família durante três dias. Na sexta-feira, o casal comunicou ao vereador Miguel de Oliveira (a quem havia pedido ajuda) a decisão da família: vão mudar-se de Maringá. Não têm condições de ficarmos aqui porque quase toda noite tem carro rondando nossa casa. Nossos filhos não vão poder estudar com segurança e nós não vamos ficar tranquilos, desabafa Divina.
O casal afirma que não se arrependeu de ter feito a denúncia. Se a gente não denunciasse na polícia, eles iriam continuar batendo em pessoas inocentes e se isso continuar qualquer dia vai haver um fato trágico em frente aos colégios de Maringá, justifica Lining.
Entre os seis rapazes, conforme investigação da polícia, dois não estudam no colégio. Segundo o delegado Luiz Norberto Canhoto, os agressores vão responder processo por lesão. Um dos envolvidos, conhecido como Jaba, também vai responder processo por corrupção de menores. Ele é maior de idade e participou da briga.





