O corpo de Geraldo Luiz Ruas, 53 anos, foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte de Londrina. Ele foi assasinado na quarta-feira, na Avenida Duque de Caxias (Área Central), com vários tiros. A família pretende acompanhar as investigações e quer que o culpado seja condenado.
A filha de Geraldo, Sandra Faustino Ruas, conta que seu pai não tinha inimigos e diz estar horrorizada com a maneira que aconteceu o crime, com vários tiros pelo corpo. ''Eu não sei o que estou sentindo, se é ódio ou raiva, mas eu quero justiça''. afirmou.
Sandra diz que vai acompanhar o caso de perto e espera que o assassino seja condenado por muitos anos. ''Eu fiquei sabendo pela minha irmã, que estava assistindo ao noticiário e me ligou. Logo em seguida fui ao Instituto Médico Legal para reconhecer o corpo'', conta.
Geraldo foi assassinado com tiros de pistola 9 mm na cabeça, no tórax e nos braços, na manhã do feriado. O crime aconteceu na Vila Portuguesa, perto do local onde ele possuía uma pensão.
Segundo Sandra, Geraldo era uma pessoa bastante alegre e não cultivava inimizades com ninguém. ''Ele ainda não tinha se separado de minha mãe, tinha uma namorada e deixou quatro filhos'', comenta, informando que a sua renda era com aluguel de quartos.
Passional
A equipe da Delegacia de Homicídios trabalha com a hipótese de que o crime tenha motivação passional. Dez minutos antes do assassinato um homem ameaçou o atual namorado de sua ex-namorada, que era uma inquilina de Geraldo. Segundo a polícia, a pessoa já teria ameaçado a ex-namorada várias vezes e teria mandado outra pessoa realizar os disparos, mas o assassino teria se confundido e atingido Geraldo.
O suspeito foi preso provisoriamente, mas negou participação no crim. ''Mas quando fomos prendê-lo ele disse: 'eu sabia que vocês viriam atrás de mim, me pegaram na marca do gol''', conta o delegado Paulo Henrique Costa, que está conduzindo o caso. O delegado conta que o suspeito não resistiu à prisão e que os indícios de autoria são fortes.

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