Família de servidor faz apelo
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terça-feira, 25 de maio de 1999
ReproduçãoPaulo Ubiratan 
A família do servidor municipal Édison Arruda Américo, 34 anos, que está desaparecido desde a noite da última quinta-feira, está desesperada e pede para quem souber de seu paradeiro ou tenha alguma informação que possa ajudar a localizá-lo ligar para os telefones (043) 328-1279, 325-4000 (4º Distrito Policial) ou 161 (disque-denúncia da Polícia Militar). As ligações podem ser anônimas.
Édison Arruda foi visto pela última vez saindo com seu carro da garagem do apartamento onde mora, no Residencial das Américas (zona norte de Londrina). Ele estava acompanhado de três jovens. Segundo familiares, o funcionário público disse que iria se divertir em um karaokê.
O carro foi encontrado no dia seguinte nas margens do Lago Igapó 1, incendiado e faltando as quatro rodas. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram buscas no lago anteontem, mas não encontraram nada.
Perdemos todo o referencial familiar com o desaparecimento de meu irmão. Estamos sofrendo muito, pois além dele ser uma pessoa boa, calma, honesta e trabalhadora, ele era nosso conselheiro, o nosso alicerce familiar, disse a professora Édina Arruda Américo.
Ela e toda a família acreditam que Édison esteja - por algum motivo que desconhecem - escondido em algum lugar. A irmã enfatizou que Édson é um exímio dançarino de salão, não fuma, não bebe e, apesar de não ser casado, sempre demonstrou a intenção de ter um filho.
Ontem á tarde, o delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim Antônio de Melo, esteve o tempo todo na rua investigando o caso. Ele estava tentando deter três suspeitos que aparecem na fita gravada no caixa eletrônico da agência Centro do Bradesco.
Na noite de quinta feira, três homens teriam tentando retirar dinheiro com o cartão magnético de Édson, mas não conseguiram. Na mesma noite e no dia seguinte, as mesmas pessoas retiraram da conta dele R$ 630,00, usando o cartão do caixa eletrônico da agência do Banestado da Avenida Tiradentes.
Neste dia eles também foram filmados pelo circuito interno de TV, mas as imagens não são nítidas.
A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio e está investigando diversas pessoas que aparecem em fotos encontradas no apartamento de Édson, de onde desapareceram um videocassete e um aparelho de televisão.


