Família de reciclador preso recolhe pneus
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Arapongas - Familiares do reciclador Alberto Nunes Barreto iniciaram, ontem de manhã, a retirada dos pneus do terreno que fica no Parque Industrial, em Arapongas (Norte). Mais de uma centena de pneus estavam abandonados no local onde o mato crescia dentro da borracha. Na última vistoria, os agentes de saúde identificaram mais de cem focos do mosquito Aedes aegypt. Acusado de favorecer a proliferação de focos do mosquito, Barreto teve a prisão decretada na quarta-feira.
Os familiares fizeram o trabalho em parceria com uma empresa de Arapongas. ''Conforme apuramos, o homem que foi detido era intermediário da empresa. Como a empresa recolhe pneus em toda a região, não estava dando conta e suspendeu os trabalhos. O homem acabou ficando com o problema para ele'', explicou o secretário municipal do Ambiente, Luiz Gonzaga Pereira. Segundo o secretário, por lei, a responsabilidade de recolher e dar destinação correta aos pneus usados é da Associação Nacional das Indústrias Pneumáticas (Anip).
Conforme Pereira, a Anip acionou a empresa com base na legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e ainda ontem todos os pneus seriam retirados do terreno. Ao todo, calculou o secretário, Arapongas possuía no início do ano mais de 11 mil pneus abandonados em borracharias e ferros-velhos. ''Iniciamos uma campanha em fevereiro, coordenada pela Associação Comercial, em parceria com a União das Associações de Moradores, com o objetivo de recolher todo o entulho capaz de gerar focos de dengue nos bairros'', contou Luiz Pereira. Segundo ele, a campanha certamente contribuiu para a diminuição dos índices de focos, mas ainda não há dados oficiais.
O advogado do reciclador detido entrou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, que estava sendo analisado ontem pela juíza Marcia Guimarães Marques da Costa, titular da Vara Criminal e Anexos de Arapongas. Ela comentou que primeiro iria se certificar de que todos os pneus seriam retirados do local para só depois analisar o pedido. Até o início da noite, Barreto permanecia na carceragem da Delegacia de Arapongas. (Colaborou Luciano Augusto)


