Emerson Cervi
De Curitiba
O família de Rubens Carlos Benedictus, 28 anos, sepultado ontem em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, vai cobrar providências da empresa de transporte coletivo urbano Castelo Branco. Rubens Benedictus foi baleado no dia 20 de fevereiro durante uma confusão no ônibus que fazia a linha Graciosa a Quatro Barras, no município de Colombo. Segundo testemunhas, o autor do disparo seria o cobrador Amantino Maia. Rubens morreu na manhã de segunda-feira, depois de 36 dias de internamento.
‘‘Meu irmão foi atingido por um tiro sem ter nenhum envolvimento com o tumulto’’, afirmou Simone Antonia Benedictus, irmã de Rubens. A família quer que pelo menos a conta do hospital, que gira em torno de R$ 17 mil, seja paga pela empresa. Funcionários da Castelo Branco informaram que não podem tomar nenhuma atitude antes do fim do inquérito policial. Segundo um dos chefes de setor da empresa, existe uma versão de que o tiro teria sido disparado fora do ônibus. Também não há certeza se o cobrador foi o autor do disparo. Amantino Maia foi demitido por justa causa no dia seguinte ao incidente porque estava trabalhando armado.
Na Delegacia de Colombo, onde o caso está sendo investigado, ninguém soube dizer em que estágio está o inquérito. Segundo a irmã de Rubens, os passageiros começaram a reclamar depois que o motorista não cumpriu o itinerário. Eles teriam sido deixados em um ponto a três quilômetros do local previsto. Ao descer do ônibus, uma das pessoas jogou uma pedra que quebrou o vidro de uma das janelas do veículo. Foi quando o cobrador teria feito o disparo que acertou Rubens.

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