Família de pedreiro quer investigação de morte
Paulo Ubiratan
Familiares do pedreiro Osvaldo Bueno Amaral, 26 anos, estão solicitando ao delegado de Ibiporã, Airton Simplício, que investigue a sua morte, dada como suicídio. Ele foi ferido no dia 4 de junho com um tiro na cabeça, disparado de uma garrucha calibre 22 em frente à casa onde morava, na Rua Capotira. O pedreiro foi internado no Hospital Cristo Rei, em Ibiporã e, em virtude da gravidade do ferimento, foi transferido para o Hospital Universitário (HU) de Londrina, onde morreu ontem de madrugada.
Os familires não aceitam a versão de suicídio dada pela polícia de Ibiporã. Segundo a mãe do pedreiro, Eva Gomes Bueno, na véspera dele ser ferido, ela viu o filho com a arma. A mãe conta que no dia seguinte, Osvaldo estava com a companheira, Adriana Bragato, e viu quando o filho saiu na rua e disparou um tiro contra uma câmara de pneu. Ele teria voltado para o interior da casa e deixado a arma. Ainda segundo Eva, ao retornar novamente para a rua, teria recebido o tiro na porta da residência.
O delegado Airton Simplício falou à Folha que estranhava a atitude da família, pois já havia aceito a hipótese do pedreiro ter se matado. Ele disse que vai esperar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para ver quais as providências que tomará a respeito do caso.





