Família de Ibiporã doa palmeiras imperiais
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Ibiporã - Quatro palmeiras imperiais embelezam a Praça Pio XII, na Área Central de Ibiporã (14 km a leste de Londrina). As árvores foram doadas há cerca de um mês pela professora Cássia Cintia Zandoná Leite Vieira. ''Meu marido comprou cinco palmeiras há quase 10 anos e as plantou no jardim de casa. Como são árvores que crescem muito (podem chegar a 30 metros de altura), percebemos que elas não tinham condições de continuar no jardim. Além disso, o muro ''estufou'' porque as palmeiras desenvolveram-se rente a ele e os vizinhos começaram a reclamar dos mandruvás'', explica a professora.
Segundo Cássia, ela o marido, Wanderlei Leite Vieira, contataram alguns viveiros, mas nenhum ofereceu uma boa proposta financeira. ''A Ana Carolina (Alves dos Santos, responsável técnica pelo projeto de revitalização da praça) sugeriu que doássemos as palmeiras. A família consentiu e, coincidentemente, no dia que formalizamos a doação recebemos a proposta de um engenheiro que pagaria R$ 2,5 mil por cada exemplar'', conta. Uma palmeira foi doada ao proprietário de um viveiro.
De acordo com Vieira, o muro precisou ser quebrado para que as árvores fossem retiradas com vida. ''Nem todos apoiaram a nossa atitude. Colegas contabilizavam o quanto havíamos deixado de ganhar com a venda das árvores. Porém, a nossa preocupação era que elas tivessem espaço para crescer. É um pouco da minha história que permanecerá na história da cidade'', justifica a professora. ''Nós iremos e as palmeiras ficarão'', acrescenta Vieira. Apaixonadas pelas palmeiras, as filhas do casal, Maria Vitória e Paloma, visitam-nas diariamente. ''Gostava do barulho do vento nas folhas. Parecia que estávamos na praia'', relembra.
Segundo Ana Carolina, as palmeiras estão com quatro metros de colmo (tronco) atualmente e podem chegar a mais de 30 metros de altura. ''As palmeiras imperiais simbolizam exuberância, além de fazerem uma excelente sombra e despertarem uma sensação de verticalidade, equilibrando o nível do solo'', afirma a engenheira agrônoma. As primeiras mudas de palmeira imperial foram plantadas no Brasil em 1809 pelo príncipe regente D. João VI no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Os troncos altos, esbranquiçados e de palmitos volumosos, transformaram as palmeiras em sinônimo de pujança. As árvores dessa família são apreciadas no paisagismo estético. Uma palmeira imperial centenária, com 30 metros, é vendida a pelo menos R$ 20 mil. A árvore pode ser cultivada em parques e jardins desde que estes apresentem locais espaçosos e ensolarados.


