Érica Wandembruk
Especial para a Folha
De Curitiba
O secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, assegurou ontem aos representantes do Movimento Popular S.O.S. Tranqueira pela Paz em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, que atenderá o pedido de maior segurança para a população do município. A atenção especial será dada à família do empresário Miguel Donha, diretor da Corretora de Seguros Banestado e presidente do diretório municipal do PPS, que foi assassinado há três meses. A família tem recebido constantes ameaças de morte. ‘‘Há um clima de terror. Há riscos para a mulher dele, Iara Donha, e para todos os parentes’’, considerou Amadeu Geara, advogado de Iara.
Além do aumento no número de policiais em Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Campo Magro, o secretário prometeu a realização de blitze constantes no Posto da Polícia Rodoviária Estadual (entre Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul). Com essas medidas, o secretário e os integrantes do movimento acreditam que diminuirá os índices de violência, tráfico de drogas e roubo de carros que se tornaram frequentes na região. ‘‘Tenho consciência das limitações que a polícia tem naquela região, como a falta de efetivo policial. Mas estamos trabalhando para sanar essas deficiências’’, disse o secretário.
O próximo passo, segundo Tavares, será a convocação dos 900 escrivães e investigadores aprovados no último concurso. ‘‘Depois que concluírem a Escola da Polícia, vamos mandar esses funcionários para as delegacias que estão mais carentes de pessoal, como é o caso de Almirante Tamandaré.’’ A delegacia do município conta atualmente com apenas um investigador, um escrivão e um delegado.
Durante a reunião, os integrantes do movimento reclamaram que o prédio construído para abrigar a nova delegacia de Almirante Tamandaré, está sendo utilizado como Câmara dos Vereadores. A comunidade local irá reformar a antiga delegacia. (Colaborou Luciana Pombo)

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