Dorico da SilvaApreensãoGisleine da Silva: ‘‘Ele já estava prevendo matar a minha mãe’’

Apreensiva com a possibilidade de que o dedetizador Paulo Lopes, 42 anos, acusado pela morte da esposa, Ana Maria Alconches, 39 anos, seja liberado da prisão, a família foi até a 1ª Vara Criminal, ontem pela manhã, pedir ao juiz que não solte o acusado. A prisão temporária de Lopes, já prorrogada, vence no domingo à meia-noite. Ele está detido no 3º Distrito Policial, jardim Bandeirantes (zona oeste) desde 3 de janeiro, dois dias após a morte de Ana Maria por estrangulamento.
A promotora substituta da 1ª Vara Criminal, Gildelena Alves da Silva, afirma que vai representar pela prisão preventiva do acusado. Ela explicou à família que Lopes deve permanecer preso até o julgamento. Segundo a promotora, o inquérito, com a solicitação da preventiva pelo delegado José Carlos Bassalobre, chegou ontem ao Fórum.
A família teme que, assim que for solto, Lopes cumpra as ameaças feitas antes da morte da mãe. ‘‘Ele falava que, se acontecesse alguma coisa com minha mãe, voltaria para pegar os dois filhos mais novos’’, conta a filha Gisleine Maria Lopes da Silva, 20 anos. ‘‘Ele já previa matá-la e vai matar mais alguém’’.
‘‘Sabe-se que ele é o autor do crime pelas provas, comoção social do caso e revolta da família’’, afirma a promotora. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprova morte por asfixia. Gildelena acredita que o juiz Wellington Emanuel Moura, que responde pela 1ª Vara Criminal, vai acatar o pedido. Se for condenado, a promotora afirma que Lopes deve pegar no mínimo 12 anos de detenção por homicídio qualificado. ‘‘Ficamos mais tranquilos com ele preso. Mas 12 anos é muito pouco para quem mata uma mãe. Ele tem que passar o resto da vida na cadeia’’, afirma Gisleine.
Lopes é viciado em crack e afirmou à Polícia que matou a mulher, com quem vivia há 22 anos, porque ela o traía e ele estava com ciúmes. O acusado tem várias passagens pela Polícia por estelionato. O casal tem quatro filhos - a mais velha casada e os outros menores - e nenhum deles estava na casa na hora do assassinato. O corpo de Ana Maria foi encontrado sobre a cama uma hora depois do crime, pelo filho de 13 anos.

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