Família de Curitiba acusa PM de agressão
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sexta-feira, 06 de junho de 2003
Candice Dequech<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Uma família residente no Bairro Parolin, em Curitiba, está denunciando cinco policiais militares por agressão física. A agressão teria ocorrido contra o promotor de vendas A.P.O., seus pais, sua mulher, sua irmã de 14 anos, seu cunhado e até a avó, de 78 anos.
A confusão, segundo o promotor de vendas, aconteceu quando ele e o cunhado chegaram em casa, por volta da meia-noite de anteontem. ''Nós estavamos jantando quando ouvimos um barulho alto lá fora. Fomos ver e nos deparamos com os policias revistando todo o meu carro, que estava estacionado na frente da minha casa'', relatou. Quando eu voltei em direção a casa para pegar os documentos do veículo um dos policiais me arrastou e começou a me bater'', acrescentou.
A mãe do rapaz contou que tentou intervir na briga e foi agredida. Segundo ela, sua mãe pediu para que os policias parassem com as agressões e foi violentamente empurrada contra uma parede. A irmã de A.P.O. afirmou ter levado um soco no queixo. ''Todos que tentaram intervir foram agredidos'', disse a mãe do promotor de vendas.
Segundo o promotor de vendas, depois de ser agredido, foi levado para o 2º Distrito Policial. Lá ele teria descoberto que havia suspeitas de que seu carro, um Escort, fosse roubado. ''Eles só disseram isso lá no distrito'', afirmou. A.P.O. e seu pais fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) e fizeram uma denúncia.
Carlos Alexandre Scheremeta, da Companhia de Choque da Polícia Militar, informou a versão dos policiais, bastante diferente da das vítimas. Os policiais teriam pedido para A.P.O ficar parado para que eles revistasse o veículo, mas o rapaz não teria obedecido e fugido. ''Os policiais não têm o direito de revistar um veículo sem a presença do motorista, a menos que este veículo esteja abandonado e violado.'' De acordo com Scheremeta, também é norma os policiais pedirem os documentos do veículo antes de qualquer revista.
O primeiro procedimento a ser feito pela PM será a instauração de uma sindicância, para investigar a conduta dos policiais na abordagem. Se for comprovado que houve desvio de conduta, ou seja, crime, será instaurado inquérito policial. De acordo com Scheremeta, se os policiais forem submetidos ao cumprimento de pena superior a dois anos, existe a possibilidade de perda de função.


