A família do aluno do primeiro ano do curso de Agronomia da Unopar ainda aguarda uma resposta da universidade e da Polícia Civil para a denúncia de trote violento que teria sido praticado contra o rapaz de 17 anos. O caso aconteceu no dia 22 de fevereiro, nas imediações do campus do Jardim Piza (zona sul de Londrina). Segundo a mãe do estudante, Gisley Tatiane Alves, o adolescente entrou em coma alcoólico após ser obrigado a ingerir cachaça. Ele também teria sido espancado por veteranos. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil em Londrina e a universidade também instaurou uma sindicância para apurar o fato, mas 50 dias depois da ocorrência, nenhuma providência foi tomada, segundo ela.
"Eu queria que os responsáveis pela violência praticada contra o meu filho fossem punidos, mas até agora não aconteceu nada com eles. Eu queria ouvir que o aluno que espancou meu filho foi expulso da universidade. Se soubesse o mal que isso fez e faz a mim e ao meu filho até hoje", desabafou a mãe. "É tudo muito lento", queixou-se.
Após o caso, o adolescente desistiu do curso e, embora tenha sido aprovado em outras universidades, não teve ânimo para retomar os estudos. Ainda em fevereiro, ele começou a fazer tratamento psicológico na Unifil, mas a mãe teme pela saúde mental do filho. "Ainda não teve melhora. Ele está muito fechado, muito calado. Ele não era assim. Me preocupo muito", disse Gisley.
O inquérito está sendo conduzido pelo 2º Distrito Policial. A reportagem tentou ouvir o delegado responsável, mas foi informada que ele está de licença. O escrivão que acompanha o caso não estava de plantão ontem.
Em nota, a Unopar informou que o processo interno de sindicância, aberto para apurar o caso, continua em andamento. "A instituição efetuou oitivas com calouros e veteranos, e fez duas tentativas de ouvir a suposta vítima, mas o estudante não compareceu para conclusão do caso. Uma nova convocação do mesmo será feita no mês de abril." (S.S.)

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