Ainda na terça-feira, a família de Chaufic Burihan - proprietário da Fazenda Borborema e que morreu no último mês - deu queixa na 10ª Subdivisão Policial de Londrina, sobre a invasão, e ontem pediria na Justiça a reintegração de posse da área. ‘‘Na verdade a fazenda já tem a reintegração. A gente só vai renovar o que já existe’’, apontou Waldemar Della Líbera, genro de Chafic. Segundo ele, há alguns dias o administrador o alertou de que os sem-terra davam sinais de que retornariam à propriedade - o que aconteceu anteontem.
‘‘Disseram agora que a invasão é pacífica. Na primeira vez que invadiram eles agrediram, roubaram, bateram. Na segunda vez, agrediram, roubaram e mataram. E agora dizem que é pacífico?’, critica. ‘‘Eles querem pressionar o governo, mas através da gente? Por que então não vão acampar no Palácio Iguaçu?’
Della Líbera afirma que, a partir do momento que as invasões começaram na Borborema, o prejuízo calculado já passa dos R$ 200 mil: são despesas com advogados, mandatos de reintegração, além da impossibilidade de trabalhar na terra enquanto a questão não for definida. ‘‘Cabe até uma ação de reparação de danos’’, acredita. ‘‘E a gente jamais imaginou que eles (sem-terra) iriam entrar na fazenda antes do resultado da ação. Por que não esperaram a decisão da Justiça?’’
O genro de Chafic comenta ainda que foram arredados 110 alqueires - de um total de 300 alqueires - da Fazenda Borborema. O novo arrendatário - de quem ele não quis revelar o nome - já estaria preparando o solo para aproveitar a safra de verão e plantar soja. ‘‘Ele iria começar a plantar esta semana. Mas a invasão pode atrapalhar e trazer mais prejuízos.’’

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