Entre os 155 doadores de sangue que compareceram ontem ao Hemocentro do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Dia Mundial do Doador, uma família deu exemplo: foram marido, esposa e sogra juntos. Nenhum deles havia doado sangue anteriormente, e a data serviu de pretexto para que colocassem em prática um projeto antigo. ''Sempre tive vontade de doar, mas faltou oportunidade. Hoje vimos na TV, na hora do almoço, que estava acontecendo a campanha e resolvemos vir'', contou Maria Lúcia da Silva Guadanhi, de 39 anos.
Ainda sentindo um certo ''friozinho na barriga'', momentos antes de começar a coleta, ela disse que, ao ver a reportagem, ficou pensando que se alguém da sua família estivesse precisando de sangue, com certeza alguém estaria disposto a doar. Enquanto conversava, a enfermeira começou os procedimentos, e ela mal percebeu quando aconteceu a picada, principal preocupação dos potenciais doadores. ''Nem deu para sentir'', disse, aliviada.
Com a mesma tranquilidade, a filha de Maria Lúcia, Carla Silva Guadanhi Galo, de 18 anos, explicou que só não doou antes por ser menor. ''Agora pretendo continuar doando'', revelou. Ao seu lado, o marido Douglas Galo, de 19 anos, também passou sem problemas pela experiência. ''Eu só tinha tirado sangue quando criança, para fazer exame'', revelou. Ao sair do Hemocentro, a família disse estar sentindo-se bem, como se tivessem cumprido um dever.
Dulcelina Ferreira Boni, de 47 anos, que há quatro meses trabalha como voluntária na maternidade do HU, também aproveitou o dia de ontem para se tornar doadora. ''Meu marido e minha filha mais velha já são doadores, mas eu só comecei a pensar a fazer o mesmo depois que eu passei a conviver com os pacientes do hospital. Como fiquei encarregada de trazer um bolo hoje, aproveitei para me oferecer como doadora.'' Talvez pela ansiedade, não foi possível coletar o sangue de Dulcelina. Mas ela não desanimou: ''Vou voltar outro dia, não vou desistir'', garantiu.

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