Família critica morosidade da polícia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de dezembro de 1998
Paulo Ubiratan 
Mais de dois meses após o crime, a Polícia Civil ainda não tem pistas do assassino de José Carlos Stuchi. Ele foi morto com um tiro disparado à queima roupa, no dia 20 de outubro, no interior de sua loja - Brunas Arte -, localizada na área central de Londrina. O criminoso não roubou nada e foi visto apenas por uma testemunha quando fugia.
Familiares da vítima cobram mais empenho da Polícia. Cheguei a ajudar a polícia com R$ 50,00 para ampliação da foto do suspeito, mas fiquei sabendo que ninguém está mais investigando o crime. O delegado Jorge (Barbosa), que estava trabalhando no caso, foi transferido para o 5º Distrito Policial e o doutor Wanderci (Corral Fernandes, delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial) ainda não entregou o inquérito para outro delegado, afirma o empresário Mateus Casanova, sogro da vítima.
O empresário questiona o fato de a polícia não ter saído à procura do suspeito. Mateus disse que a sua família está desesperada, pois não existe uma explicação lógica para o crime. Meu genro era uma pessoa calma, honesta e não tinha inimigos. Na ocasião do crime nada levou à possibilidade dele ter reagido a um suposto assalto. Até agora o caso reveste-se de um total mistério e, por questão de cidadania, queremos saber quem cometeu o crime, desabafou. Mateus disse que sua maior preocupação é o homicídio entrar para o rol dos crimes insolúveis.
A Folha apurou junto a policiais da 10ª Subdivisão que o inquérito policial deste caso está parado por falta de efetivo. Recentemente, houve denúncias ao Conselho Comunitário de Segurança de que nenhum homicídio está sendo investigado por falta de escrivães e investigadores. Sob a alegação de que a Polícia de Londrina está sucateada por falta de maior atenção, o presidente do Conselho, Jorge Coimbra, pretende entrar na Justiça com uma ação contra o Governo do Estado. A entidade quer ainda realizar um ato público no Calçadão (área central) para discutir o problema. O delegado Wanderci foi procurado para falar a respeito mas não foi encontrado.


