Família consegue faturamento de R$ 900 por mês
O camelódromo da Avenida São Paulo começou a funcionar em agosto do ano passado e tem 222 vendedores. Eles dizem que investiram R$ 300 mil nas barracas e infra-estrutura do local. Alguns terminaram de pagar agora, mas a maioria ainda está devendo várias prestações.
Nós investimos mais de R$ 2 mil só para montar a barraca, fora as mercadorias. Tem gente que emprestou dinheiro para comprar mercadorias e acumulou dívida até o fim do ano, contou Denair Gomes, 52 anos. Ela e os dois filhos têm barracas no camelódromo. Juntos, eles faturam uma média de R$ 900,00 por mês e sustentam uma família de oito pessoas.
Além do prejuízo, o que mais assusta os camelôs é a possibilidade de ficar sem nenhuma fonte de renda. Eu vivo disso aqui e sustento meu marido que está doente. Ganho R$ 200,00 por mês vendendo panos de prato e é com esse dinheiro que a gente come, bebe, paga prestação da casa, remédios, tudo, disse Sebastiana Roque, 53 anos.
O vizinho dela, José Maria da Luz, 42 anos, tem uma barraca de produtos eletroeletrônicos e sustenta cinco filhos. Ele acredita que dificilmente vai conseguir emprego se o camelódromo for fechado. Não tenho estudo, só fiz até a 4ª série e toda vez que eu tento arrumar um serviço eles exigem o primeiro grau completo.





