Família cogitava fechar a sorveteria
A morte de Luis Carlos Gonçalves provavelmente decretou o fim da sorveteria Cremoll, tocada pela família na Rua Ceará. ''Ainda não sei o que fazer, mas não teremos condições de continuar nesse imóvel. Não vamos conseguir esquecer a imagem da cozinha cheia de sangue'', disse Gerônimo Alves Gonçalves, pai do jovem morto.
Os dois trabalhavam juntos no pequeno comércio desde que a mãe de Luis Carlos teve um problema de saúde e precisou da presença mais constante do filho em casa. ''O Luis Carlos deixou o emprego num escritório e veio trabalhar comigo para ajudar a cuidar da mãe. Com orientação dele, que entendia de contabilidade, compramos uma máquina nova e o comércio cresceu. Minha vida foi totalmente transformada, ele era o apoio de toda a família'', lamentou.
Vítimas de pelo menos sete assaltos a mão armada, pai e filho cogitavam inclusive vender o negócio, a despeito dos bons resultados, por medo da exposição constante aos assaltantes. ''A gente estava esperando começar o frio para avaliar se valia a pena continuar se expondo. Infelizmente não deu tempo de decidir.'' (C.A.)





