Família carente receberá kit-moradia
Luciana Pombo
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, lançou ontem o programa Moradia Solidária, que deverá garantir a construção de cerca de duas mil casas populares durante este ano. A idéia é fornecer para as famílias de baixa renda e que tenham um terreno regularizado um kit-moradia, contendo quatro metros cúbicos de madeira, telhas de barro, tijolos de seis furos, porta, ripas para janelas, assoalho, vaso sanitário e lavatório. Os kits serão entregues com o apoio das empresas Renault, Denso e Técnica Nacional que estão doando os caixotes que embalam peças industriais para a confecção das tábuas para a construção das casas.
Segundo o coordenador do programa Disque Solidariedade - que está fazendo o beneficiamento dos caixotes -, Jackson Mozart Pereira, os 45 funcionários que trabalham na serraria e nos projetos do programa farão o trabalho de desmontagem dos caixotes e separação das madeiras para a preparação dos kits. São retirados todos os pregos e grampos das tábuas e feita a separação do material por tamanho, lembrou ele.
As casas que poderão ser feitas com o kit terão 14,30 metros quadrados e três peças, ideal para uma família de apenas quatro pessoas. O Disque Solidariedade oferece, junto com o kit, um projeto detalhado para que a família consiga construir sua própria casa. Damos as orientações, mas a família tem que se unir para montar a futura residência, lembrou Pereira.
As primeiras casas do programa Moradia Solidária começaram a ser produzidas em julho do ano passado, em caráter experimental. Desde então, foram distribuídos 19 kits para famílias cadastradas e selecionadas pela Fundação de Ação Social (FAS). Desde o início da parceria com as empresas, o Disque Solidariedade já recebeu 38 caminhões com caixas de madeira da Renault (com carga de duas toneladas cada), 134 cargas da Denso (com quatro toneladas cada) e oito da Técnica Nacional (com duas toneladas cada).
Segundo o prefeito Cassio Taniguchi, o objetivo do programa é atender prioritariamente as famílias que estão em situação de risco. Estas famílias serão orientadas e chamadas pela FAS para que possam construir suas casas e melhorar a atual condição social, disse o prefeito. A previsão é a de aumentar a capacidade de produção dos kits, atualmente de dois mil por ano, a partir de novas parcerias com a iniciativa privada.





