Alexandra Disseró foi modelo, era advogada e estava também na diretoria da Associação dos Advogados de Londrina. ‘‘Ela tinha uma carreira brilhante pela frente’’, lamenta o advogado Antônio Amaral, que trabalhou com Alexandra.
Divorciada, Alexandra deixa um filho de oito anos. Ela foi velada no Tribunal do Júri de Londrina e sepultada ontem, às 17h30, no Cemitério Parque das Oliveiras (zona leste). A família fez a doação de seus órgãos.
O tio da vítima, Cláudio Blanco, foi o primeiro parente a chegar no Bar da Mocidade após o crime. Ele conta que a família decidiu doar os órgãos porque era uma vontade de Alexandra, mas reclama da demora para tomar as providências. ‘‘Ficamos ligando para os hospitais e a Central de Transplantes só foi acionada uma hora e meia depois’’, afirma. ‘‘É uma vergonha o Governo gastar dinheiro com propaganda com transplantes se quando a gente quer doar acontece este atraso.’’
A coordenadora-geral da Central, Elza de Lara Bezerra, informa que a retirada das córneas não foi prejudicada. Elas foram retiradas quando o corpo se encontrava no Instituto Médico Legal. Uma das córneas seria transplantada na noite de ontem ou na manhã de hoje em uma paciente de 30 anos, de Cambé. A Central de Vagas não informou o nome. A outra seria transplantada num rapaz de 25 anos, mas ele desistiu da cirurgia, alegando estar inseguro.
O próximo paciente da fila seria chamado para exames no final da tarde de ontem. Os demais órgãos não puderam ser utilizados devido à demora para liberação do corpo, que só chegou ao IML por volta das 3 horas da madrugada. (L.O).

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