Família acusa hospital de negligência
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
Maranúbia Barbosa<Br>De Londrina 
A família de Danilo Carlos Feitosa dos Santos, de 1 mês, residente no Jardim Maracanã, zona oeste de Londrina, que morreu anteontem, horas depois de ter tido alta do Hospital Infantil, acredita que o bebê foi vítima de negligência médica. A criança foi internada na última sexta-feira e sofreu uma cirurgia chamada piloro miotomia que, segundo a assessoria de imprensa do hospital, foi feita para dilatar o canal do esôfago. Anteontem, Danilo teve alta por volta das 11h30 e morreu antes de chegar em casa. A família pretende acionar judicialmente a médica Luiza Helena (o hospital não informou o sobrenome), que atendeu Danilo.
A mãe de Danilo, Adriana Regina Marques, 30 anos, relatou que o filho foi operado no sábado, às 14 horas. A criança, segundo ela, não parecia estar fisicamente bem e não deveria ter sido liberada pela pediatra que fez a cirurgia. ''A médica disse que não havia problema em ir embora porque ele estava conseguindo mamar'', afirmou Adriana. Ao voltar para casa, no ônibus, ela tentou amamentar o filho, mas não conseguiu. ''Ele estava com o queixo duro e com uma cor arroxeada'', contou.
Ainda segundo Adriana, depois de descer do ônibus o bebê, por duas fez ânsia de vômito. O pai de Danilo, Florisvaldo dos Santos, chamou imeditamente o Siate assim que notou o estado da criança.
Santos, que está desempregado, disse que se tivesse dinheiro para pagar o passe de ônibus não teria deixado o filho sair do hospital. Ele procurou anteontem a médica para buscar explicações. ''Ela disse que pode ter sido morte súbita ou afogamento'', afirmou.
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Infantil, Danilo nasceu com estenose hipertrófica de piloro, uma malformação na passagem do esôfago. A médica, segundo a assessoria, deu a alta com toda a segurança e não pode se pronunciar a respeito do que aconteceu com a criança depois da saída do hospital. A Folha tentou contato com Luiza Helena no seu consultório particular. A secretária informou que ela estava em cirurgia e não poderia atender.


