O advogado da família do estudante João César Eugênio de Boscoli Rios, que morreu aos 21 anos no desabamento da marquise do anfiteatro do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (Cesa), em fevereiro de 2006, vai protocolar hoje uma ação de reparação por danos morais contra o Estado e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
  A ação sugere o pagamento de indenização de R$ 1 milhão por danos morais e pensão mensal do piso da categoria de biólogo, que gira em torno de R$ 1,8 mil. O advogado André Luiz Donega Verri explica que os valores pedidos ‘‘nunca são arbitrados pelo juiz.’’ ‘‘O objetivo da ação é dar uma compensação econômica para a família pelo sofrimento causado pela morte do João César’’, comentou Verri.
  De acordo com o advogado, a decisão de ingressar só agora com ação se deve à demora para conclusão do laudo do Instituto de Criminalística. Verri disse que não é possível especificar prazos para o andamento, mas que as ações contra o Estado ‘‘normalmente demoram o dobro das outras para serem julgadas.’’
  A pedido da família de Rios, o advogado incluiu na ação um pedido de liminar com o intuito de obrigar a UEL a fazer vistorias bimestrais nos imóveis, com o intuito de ‘‘evitar que novos acidentes ocorram com outras pessoas.’’
  Rios era de Araxá (MG) e estudava na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Os familiares preferiram não comentar o assunto.
  De acordo com a coordenadoria de Comunicação Social da UEL, que a instituição só vai se manifestar sobre a ação após a notificação oficial da Justiça. O órgão informou ainda que as vítimas e os familiares receberam toda a assistência após o acidente. Procurada pela reportagem, a Procuradoria Geral do Estado preferiu não se manifestar.
  O desabamento ocorreu às 17h20 do dia 12 de fevereiro de 2006. João César morreu na hora. Amanda Lucas Gimeno, 22, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Outras 20 vítimas ficaram feridas em estado grave. Mais de um ano depois da tragédia, o local permanece interditado.

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