Familares reclamam de atendimento em hospital
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de outubro de 2000
Érika Pelegrino de Londrina 
Moradores do conjunto Cafezal 4, zona sul de Londrina, protestaram ontem em frente ao Hospital da Zona Sul contra a morte de Maria Dolores Nascimento, 44 anos. Os moradores estão revoltados, segundo Regina Helena de Oliveira Pedro, vizinha da vítima, porque Maria Dolores foi levada ao hospital desmaiada, mas não foi atendida.
Maria Dolores teria passado mal na manhã de sexta-feira em sua casa e foi socorrida pelo marido de Regina Helena, Gilmar Francisco Pedro. Como ela estava muito mal ele resolveu levá-la ao hospital mais perto, que é o da Zona Sul, explica Regina Helena. Mas lá um funcionário disse que não tinha médico e que era para meu marido mesmo levá-la ao HU (Hospital Universitário), porque não tinha liberação para ambulância.
No HU, Maria Dolores foi atendida, mas faleceu. Estamos revoltados porque como um hospital pode não ter médico, questiona. Não sabemos se era possível salvar a vida dela (Maria Dolores), mas um hospital não pode deixar de prestar atendimento numa situação destas.
A diretora geral do Hospital da Zona Sul, Akiko Nagao, disse que tomou conhecimento do fato pela imprensa e que irá averiguar o que aconteceu. Ela confirmou que na sexta-feira de manhã estava de plantão apenas médico pediatra.
Segundo Nagao, a orientação na falta de médico é para que o auxiliar de enfermagem, que faz a triagem dos pacientes, chame a supervisão após verificar as condições vitais da pessoa. Em casos de urgência/emergência o paciente tem que ser encaminhado diretamente para o hospital.
Em nenhum caso, segundo Akiko Nagao, a não ser quando a pessoa mesmo diz que está só com uma gripe, na recepção deve-se mandar o paciente para outro hospital, sem que sejam verificadas suas condições.


