A falta de informações, o dia chuvoso e a grande quantidade de carros que voltaram a circular nas ruas de Curitiba dificultaram a implantação do Programa Operação Escola, instalado ontem em dez escolas, localizadas na área central. O prefeito Cássio Taniguchi considera normal que haja um certo tumulto no período de implantação do programa, mas garante que a população terá bons resultados imediatos.
Em frente às escolas, uma pista foi isolada do tráfego, através de cones coloridos, para deixar o espaço exclusivo para embarque e desembarque dos alunos. Em algumas escolas a medida não foi compreendida e a pista isolada ficou inutilizada, causando congestionamento.
O metalúrgico Ari Osnir Cheniski, pai de duas crianças que estudam há cinco anos no Colégio Bom Jesus, disse que já foi multado seis vezes no local. ‘‘Isto aqui sempre foi um inferno’’. Ontem ele estacionou na segunda pista, ao lado dos cones, e disse que não havia entendido se poderia entrar na área cercada ou não.
Momentos após estacionar, Cheniski foi advertido pelo policial que controlava o trânsito na área e teve que deixar o local. ‘‘Estou orientando aos pais para que combinem um horário com os filhos e apenas parem aqui o tempo necessário para o embarque das crianças’’, disse o soldado Sandro Ferreira.
O motorista de um dos ônibus escolares, Jurandir Siqueira, também não havia sido orientado sobre como utilizar a faixa isolada, mas disse concordar com qualquer medida de melhoria. ‘‘É complicado e perigoso fazer diariamente o embarque e o desembarque dos alunos numa rua movimentada do centro’’, disse.
O programa prevê, além dos corredores isolados pelos cones, que as ruas próximas às escolas recebam em breve uma sinalização diferenciada, para que os motoristas identifiquem que se trata de uma área escolar.
Em frente aos portões das escolas também serão instaladas lombadas, com intervalos de 150 metros de distância, barreiras para pedestres e iluminação de advertência amarela intermitente nos horários de entrada e saída.

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