Faltam verbas para escola funcionar
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terça-feira, 30 de março de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Não faltam equipamentos e nem quem precise aprender uma profissão. No entanto, a escola de padeiros do Clube das Mães Unidas de Londrina, que poderia estar com 30 aprendizes, não está funcionando. Segundo a presidente da entidade, Maria Aparecida Pereira, falta verba para pagar um instrutor de padaria e confeitaria.
A cozinha, que conta com batedeira industrial, forno, balança, masseira e modeladora, foi equipada, segundo a assistente social Ignez Vidotti, através de um projeto da antiga Secretaria da Criança e Assuntos da Família, no final de 2002, durante a gestão anterior do governo estadual. Um investimento de cerca de R$ 12,5 mil. ''No ano passado a escola funcionou com o patrocínio de uma empresa da cidade e agora estamos correndo atrás de outro. Se os equipamentos não forem usados, estragam'', disse.
O Clube das Mães Unidas, segundo Ignez, é uma Organização Não Governamental (ONG), que já atende cerca de 150 mulheres com aulas de costura industrial, cabeleireiro, bordado, crochê e sabão caseiro, além de atendimento psicológico para mães de crianças com problemas de comportamento. A ONG funciona na Vila Ricardo (Zona Leste) e atende famílias carentes dos bairros e assentamentos da região.
Parte das despesas são bancadas com um repasse mensal de R$ 2,8 mil da prefeitura municipal. Essa verba é utilizada no pagamento dos instrutores de costura industrial, dos psicólogos e de um funcionário administrativo da ONG, além de material para os cursos. A entidade também conta com a ajuda de voluntários para ministrar alguns cursos, como os de bordado e crochê.
A estimativa de Ignez é que com uma ajuda extra seria possível dobrar o número de atendimentos. ''Poderíamos ter 300 pessoas aprendendo uma atividade, uma profissão, um benefício que é para a família toda. Espaço nós temos'', ressaltou.
Rosélia de Carvalho Ribeiro, de 36 anos, é um exemplo de quem busca uma esperança nas oficinas do Clube das Mães Unidas. Há três meses no curso de costura industrial, ela já sonha com um emprego: ''Já trabalhei de doméstica, balconista, várias coisas, mas quero uma profissão e um futuro garantido''.


