Faltam vagas para condenados em Londrina
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Em abril do ano passado, quando o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) foi inaugurado e começou a receber os presos condenados que estavam na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), a idéia é que houvesse uma ''folga'' no sistema prisional da cidade. Presos provisórios dos distritos policiais foram transferidos para a PEL e as unidades estão sendo reformadas. Passados nove meses, a realidade é um número que supera a capacidade em todas as unidades. Além disso, presos condenados que deveriam estar centralizados no CDR continuam na PEL, Casa de Custódia e nos DPs, por falta de vagas.
Com capacidade para 520 internos, a PEL abriga 577 presos, sendo 100 condenados. ''Estamos aguardando abertura de vagas no CDR'', disse o diretor da PEL, capitão Diógenes Gonçalves. Na Casa de Custódia de Londrina (CCL), o número é ainda maior. A unidade possui 288 vagas, mas está com 352 presos, 70 condenados.
Ontem, o 2º DP, que acabou de passar por reforma e possui capacidade para 92 presos, estava com 150 detentos. Desses, pelo menos sete condenados. Até no 3º DP, que abriga apenas mulheres, o número de condenadas aguardando vagas para a Penitenciária Feminina de Curitiba é grande. Com capacidade para 36 detentas, a unidade está com 81 mulheres, metade condenada. Conforme a FOLHA apurou, as transferências ocorrem, em média, a cada quatro meses, quando uma ou duas vagas são abertas em Curitiba.
O diretor do CDR, major Raul Leão Vidal, disse que a unidade trabalha com o limite de capacidade (864), e está com 108 detentos que aguardam vagas na Colônia Penal Agrícola em Curitiba onde vão cumprir regime semi-aberto. ''Para ocupar as vagas daqui, primeiro abrimos para os presos da PEL, depois para os que estão na Casa de Custódia e daí então chegam os dos distritos. Já está nos planos do Governo construir uma nova unidade. Enquanto isso, precisamos aguardar vagas para receber mais condenados'', explicou.
O secretário da Justiça e da Cidadania do Estado, Jair Braga, confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que existe um estudo para construir uma unidade prisional em Londrina. O novo presídio deve funcionar nos moldes da Colônia Penal Agrícola de Curitiba, em regime semi-aberto. O secretário salientou, no entanto, que não há nenhuma previsão para o início das obras.


