Faltam vagas para atender deficientes em Ponta Grossa
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quinta-feira, 21 de junho de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
O município de Ponta Grossa conta hoje com 11 instituições dedicadas ao atendimento de pessoas portadoras de necessidades especiais. Mas ainda assim, faltam vagas nessas instituições para atender a todos os que precisam de apoio. O número de portadores de deficiências ainda é desconhecido na cidade. Por isso, a Fundação Promover, que atende essa clientela, está fazendo um cadastramento.
A Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG) é uma das entidades mais procuradas. A presidente da entidade, Ana Maria Ferreira, conta que existem mais de 190 associados, sendo que 116 frequentam regularmente a entidade. E existe ainda uma lista de espera com mais de 50 pessoas que aguardam uma vaga para poder se associar.
A grande procura, segundo Ana Maria, acontece porque a inclusão dos portadores não é algo fácil de acontecer na realidade. As escolas normais têm boa vontade, mas muitas vezes faltam estrutura, profissionais capacitados para atender o portador e profissionais de apoio, considera. Na instituição, os deficientes contam com suporte que atende todas as suas necessidades, como transporte adaptado, banheiros adequados, e pessoal que ajuda da locomoção até a higiene pessoal.
Também na ADFPG, os portadores podem frequentar o ensino supletivo fundamental e médio, fazer aulas de informática, artesanato, música e costura. Para os que precisam de fisioterapia, existem duas salas equipadas com aparelhos próprios, além de uma fisioterapeuta e um auxiliar que trabalham o dia todo. A instituição também conta com uma oficina de cadeiras de rodas, onde elas são recuperadas.
Jane de Fátima da Luz, 25 anos, está cursando o segundo grau na ADFPG. Graças aos cursos que fez na entidade, ela agora é costureira profissional e trabalha em casa, onde ajuda a aumentar a renda da família. Aqui eu aprendi que muitas portas se abrem para a gente quando a gente está disposto a lutar, declara.
A entidade só não aumenta o número de atendimentos por falta de espaço. Hoje ela funciona dentro da sede da Secretaria Municipal de Assistência Social. Eu preciso me preocupar com a qualidade do atendimento que ofereço, diz a presidente. Segundo ela, o número de vagas poderia ser aumentado, se a frequência dos já associados fosse limitada a uma vez por semana. Hoje cada portador frequenta a ADFPG três vezes na semana. Mas se eu fizer essa redução, não estarei dando condições ideais de atendimento para todos, considera.
Como grande parte dos associados depende de cadeiras de rodas, o espaço que eles necessitam é maior. Mas para não deixar nenhum associado de fora das atividades diárias, as funcionárias improvisam e utilizam todos os espaços possíveis.


