Faltam vagas nas cidades pequenas
Para a coordenadora do Secap, Carolina Lima, a educação profissional aliada ao apoio familiar são as chaves que abrem as portas do mercado de trabalho para as pessoas com deficiência intelectual. Segundo ela, no entanto, o preenchimento das cotas é um paradigma a ser quebrado: ''Hoje, muitos empresários contratam só para preencher a cota, mas a ideia é que as empresas contratem porque acreditam na inclusão social''.
Carolina ressalta que as famílias têm tendência à superproteção. ''Por isso a missão da Apae é desenvolver as habilidades dos alunos e orientá-los'', diz, lembrando que o trabalho rompe com a deficiência, aflorando a eficiência.
''Aluno, família e empresa precisam estar satisfeitos para a inclusão dar certo. Por isso, a pessoa com deficiência deve ser muito bem orientada quanto à resistência à rotina de trabalho, obediência à hierarquia e respeito aos demais companheiros de serviço'', conclui.
Conforme Marcia Aparecida de Souza Silva, coordenadora regional da educação profissional da Apae, responsável por 22 municípios no entorno de Londrina, as Apaes têm lutado em parceria com as famílias para conscientizar os empresários da importância do trabalho para as pessoas com deficiência, mas a maioria das entidades esbarra na falta de vagas de emprego.
''Nas cidades pequenas, por exemplo, o mercado ainda não é vasto como nos grandes centros. Não existem empresas ou indústrias e o aluno fica restrito ao comércio e ao campo'', constata Marcia.
Segundo ela, para driblar este problema, as Apaes buscam alternativas para a inclusão, como a formação de equipes móveis. ''Portadores de deficiência podem trabalhar com panfletagem, jardinagem e até vender sorvete ou churrasquinhos na praça da cidade'', cita a coordenadora, alertando para a necessidade de orientação e apoio escolar e familiar sempre. (M.G.)





