César AugustoContra o tempoAlgumas salas estão sendo feitas, mas cresce procura por vagasMuitos alunos da rede municipal de educação tiveram que enfrentar o primeiro dia de aula em espaços alternativos e aceitar o turno intermediário para poder estudar. É o caso dos estudantes de 1ª e 2ª séries do Alexandre Urbanas (zona leste de Londrina) que estão tendo aulas no centro comunitário do bairro. A escola mais próxima fica no jardim Antares, que não tem mais vagas.
A situação é a mesma em outros bairros, como o jardim União da Vitória (na zona sul), Santa Fé (zona leste) e José Giordano (zona norte). O secretário municipal de Educação, Dorival Peres, argumenta que são ‘‘bolsões’’ da Cidade, que crescem rapidamente e criam demanda por mais salas de aula antes que a Prefeitura consiga fazer as obras.
Até ontem, 27 mil crianças tinham sido matriculadas. Há matrículas abertas em 130 escolas da rede municipal - 61 na zona urbana, 9 nos distritos e 60 em escolas isoladas. Para atender a demanda até 1999, acabando com o chamado turno intermediário - das 11 às 14 horas -, Peres acredita que seriam necessárias 103 salas de aula. O projeto para a construção de 53 novas salas foi aprovado pelo Ministério da Educação e devem estar concluídas no começo do segundo semestre.
Paralelamente, a Prefeitura deve iniciar a ampliação e até construção de novas escolas para atender a demanda. Os alunos do Jardim Santa Fé, por exemplo, começaram o ano estudando em período intermediário em escolas próximas ao bairro, mas no segundo semestre serão transferidos para uma escola a ser construída no local.
Peres garante ainda que os alunos não vão enfrentar a falta de professores. Hoje ele tem reunião na Secretaria de Recursos Humanos para organizar a distribuição de carga suplementar aos professores da rede. Com a impossibilidade de contratação, os que tiverem disponibilidade vão receber novas turmas. A rede municipal conta com 2 mil professores.

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