Luciana Pombo
De Curitiba
A falta do medicamento Prograf, utilizado para o controle da rejeição de órgãos recém-implantados, preocupa os profissionais da área de transplantes do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba. A Secretaria de Estado da Saúde fornece apenas o Ciclosporina, que oferece rejeição por grande parte dos pacientes. ‘‘Tenho diversos pacientes que não podem usar este medicamento. O único que pode ser usado por eles é o Prograf, que não é fornecido pelo Estado’’, declarou Mauro Rafael da Igreja, médico do HC.
O medicamento custa R$ 500,00/mês para cada paciente. ‘‘Enquanto esperamos, muitos pacientes podem sofrer rejeição severa de órgãos. Atualmente, o HC tem cerca de dez pacientes que precisam tomar o medicamento. Alguns deles conseguiram doações, outros estão tendo que pagar para garantir o remédio. A reportagem da Folha tentou ouvir a Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar), mas a responsável estava em Brasília.

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