Dimitri do Valle
Pró-reitores de extensão universitária do Paraná promoveram ontem, em Curitiba, um debate para discutir planos para fomentar projetos que possam ser desenvolvidas em parceria com a comunidade. O encontro faz parte das discussões para sensibilizar o governo federal a dar mais atenção ao setor de extensão das universidades públicas.
Ainda sem data para ser lançado, o Plano Nacional de Extensão é uma estratégia para reivindicar do governo mais verbas para serem aplicadas em programas educacionais, ambientais, culturais e de qualificação profissional, que podem levar a universidade até a comunidade. A extensão ainda é considerada o ‘‘primo pobre’’ nas universidades, já que o ensino e a pesquisa acabam ficando com a maior fatia dos recursos que sobram para incrementar os programas.
‘‘Se sobrar dinheiro, o investimento em extensão vem depois da pesquisa e do ensino’’, comenta a pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria José Justino. Nas universidades estaduais, depois que o governo concedeu autonomia para que as instituições manuseassem os recursos da melhor maneira possível, a expectativa com o futuro da extensão é das piores.
‘‘Os horizontes não são nada animadores porque o governo só quer repassar para as universidades a folha de pagamento’’, diz o pró-reitor da Unioeste, Mário Cândido de Athayde Júnior. A mesma opinião é compartilhada pelo pró-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Oswaldo Calzavara. ‘‘Com a questão da autonomia financeira, o gerenciamento da extensão ficará mais difícil’’, assinala.
De acordo com o pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Osvaldo Hidalgo da Silva, a extensão pode ser uma parceira dos próprios governos. ‘‘Através de um projeto de escovação correta dos dentes das crianças nas escolas é possível ver a dimensão da importância da extensão’’, observa.

mockup