Faltam recursos e projeto encalha
A obra devia ser entregue em 1997, mas só mesmo no ano que vem ou provavelmente no ano 2000 - caso o governo repasse recursos - o novo aeroporto de Maringá deve começar a operar. O projeto é um dos mais arrojados do Paraná e prevê a construção do aeroporto em três etapas. Na primeira, que começou em 1995, está prevista uma área construída de 4 mil metros quadrados. Considerando o projeto final que foi elaborado com perspectiva até o ano de 2018, o novo aeroporto terá 15 mil metros quadrados.
A expectativa em torno da obra é grande. Empresários e o prefeito, Jairo Gianoto (PSDB) já se manifestaram diversas vezes na luta pelo repasse dos recursos para a conclusão do novo aeroporto. Governador, secretários e ministros que estiveram em Maringá nos últimos anos ouviram do prefeito e secretários municipais pedidos de viabilização da obra. Em uma das últimas visitas de Jaime Lerner (PFL) a Maringá, antes das eleições de 3 de outubro, o governador afirmou que autorizaria o repasse de recursos para a obra. Parte do dinheiro, cerca de R$ 4 milhões, já foi liberada. A verba está sendo usada para a construção do terminal de passageiros que terá quatro mil metros quadrados. Mas restam R$ 16 milhões para que a obra seja concluída.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Maringá (Ipplam), Nildo Ribeiro da Rocha, o terminal de passageiros do novo aeroporto de Maringá será um dos mais modernos do Sul do País, já que está prevista a utilização de equipamentos de segurança semelhantes aos dos grandes aeroportos internacionais. As pistas de pouso e decolagem que estão prontas desde o ano passado têm 2,2 mil metros de comprimento, 45 metros de largura e 3,5 metros de acostamento. As ligações de acesso, chamadas de taxiways, têm 1,5 mil metros de comprimento por 23 metros de largura. Já as cabeceiras do aeroporto são de pavimento rígido de concreto, assim como o estacionamento de aeronaves. Conforme Rocha, as pistas do novo aeroporto têm capacidade para receber grandes aeronaves, como o Boeing 737-500 e mesmo um MD-11, com restrições.
A expectativa para o término do novo aeroporto ocorre principalmente entre o setor empresarial. Com a presença da Zona de Procesamento Aduaneiro, muitas empresas que já estão instaladas em Maringá poderão receber as mercadorias por vôos internacionais. Além disso, o prefeito prevê novos investimentos na cidade por conta de um aeroporto com melhor infra-estrutura, para atender as necessidades das grandes empresas.Marcos NegriniAeroporto Gastão Vidigal, fundado no final da década de 60, em Maringá: pista para receber aviões pequenosLucinéia Parra





