A Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) precisa contratar pelo menos dois professores - um de física e outro de química - para poder iniciar o novo curso de engenharia de produção agroindustrial no dia 2 de março, quando começam as aulas na instituição. A direção da faculdade já pediu autorização do governo do Estado para realizar concurso público ou teste seletivo, mas não não obteve resposta.
‘‘Até agora recebemos tudo que pedimos para a implantação dos novos cursos, mas faltam os professores’’, diz a diretora da Fecilcam, Sinclair Pozza Casemiro. A exemplo de outros anos, a faculdade também espera a liberação do Estado para contratar professores de outros cursos. No Departamento de Letras, por exemplo, faltam supervisores de estágio de língua inglesa, o que pode comprometer a formatura da turma.
Com a implantação dos cursos de engenharia de produção agroindustrial e matemática, a situação da Fecilcam só não é pior porque os primeiros anos dos cursos são menos específicos. Para o curso de matemática, por exemplo, a faculdade não precisa contratar nenhum professor. É que a instituição já tem o Departamento de Matemática que atende outros cursos. Foi preciso apenas aumentar a carga horária de alguns professores.
No caso de agroindústria, a falta de professores de física e química pode deixar a primeira turma sem nove aulas semanais em três das 12 disciplinas: física geral, física experimental e química geral e experimental. No caso de química, a Fecilcam tem um profissional em vista que, em último caso, pode assumir as aulas como projeto de extensão. ‘‘É uma alternativa, mas não uma solução’’, frisa Sinclair. É que a idéia é usar esse profissional em outra atividade.
Para a implantação dos novos cursos, a Fecilcam criou o Centro de Desenvolvimento Agroindustrial (CDA) e o Centro de Estudos Matemáticos (CEM). A intenção é fazer com que esses centros desenvolvam pesquisas na região com os alunos. No caso, o professor de química disponível é o coordenador do CDA e trabalha remunerado pela Prefeitura de Campo Mourão. ‘‘Não podemos abrir mão desse trabalho, que é importante para os cursos’’, ressalta a diretora.
A implantação dos dois cursos pode obrigar a Fecilcam a ter que alugar salas particulares para abrigar todos seus alunos. É que além de duas salas de aula, foi preciso ocupar várias outras com laboratórios.

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