O estudo divulgado pelo Ipea mostra ainda que houve avanços no acesso de jovens à educação - em 2007, 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola. O problema está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estavam no ensino médio.
A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Naquele mesmo ano, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.
O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, argumenta que o Brasil chegou tarde do ponto de vista das políticas públicas para a juventude. Além disso, ele acredita que falta coordenação e articulação entre estas políticas. ''Elas padecem de um problema que é a baixa coordenação. Temos programas em diferentes ministérios no governo federal e diversas políticas em âmbito estadual e municipal. Sem uma coordenação, a capacidade de ser eficiente e reduzir custos fica comprometida'', afirma.
Para o diretor de estudos e políticas sociais do instituto, Jorge Abrahão, o jovem se divide entre os estudos e o mercado de trabalho, e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. ''A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna pouco atraente para o jovem o período em que ele se mantém na escola'', diz.(S. L.)

mockup