Faltam mercado, farmácia
e ônibus mais frequentes
Simoni dos Santos Cavallari Turetti, de 23 anos, deve deixar em breve a casa da sogra e mudar com o marido, o segurança Amauri Turetti, 29 anos, para o Maria Celina 2. Mas a mudança só vai acontecer quando o casal, que ainda não tem filhos, construir o muro da casa, que fica na Rua Rosalina Marques Bonfim - os tijolos para a obra já foram comprados. A preocupação do casal é com a segurança e por isso querem o quintal murado.
A segurança do bairro é também preocupação de Davi Augusto Caetano e Edu de Gasperi, moradores na Rua Noé Salustino de Moraes. Os dois reivindicam que a prefeitura instale postes com luz no trecho que foi prolongado da Avenida Saul Elkind e que fica bem em frente ao conjunto. ‘‘É muito escuro e perigoso’’, comenta Edu.
Os dois reconhecem que o bairro carece de serviços importantes. ‘‘Estamos longe de supermercado’’, ressalta Edu. Os vizinhos reclamam que os ônibus são poucos e acredita que a linha atual, que passa no assentamento São Jorge, não é suficiente. ‘‘Não estou desfazendo do pessoal do São Jorge, que é trabalhador como a gente, mas o ônibus vem cheio de lá e demora muito’’.
José Fernandes, 35 anos, e a mulher, Joana Aura da Silva, 33 anos, queixam-se da falta de serviços básicos. O bairro não tem supermercado, farmácia, sacolão e creche. ‘‘Nós estamos isolados’’, revela a ex-diarista, que deixou de trabalhar quando mudou. ‘‘Eu deixava a filha (Juliene, 3 anos) na creche e o filho (Júlio, 1 ano) com a minha mãe. Agora não dá mais’’, lamenta.
Para José Fernandes, funcionário de uma lanchonete do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, estas dificuldades não atrapalham a felicidade de morar na casa própria. Da Rua Seis, onde mora, ele assiste tranquilo a preparação do terreno do Maria Celina 3, um lote com mais 52 casas que será erguido bem ao lado. ‘‘É 10 morar aqui’’, comemora. (A.D.C)

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