Faltam médicos no Jardim Pindorama
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sábado, 12 de junho de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
A falta de remédios e médicos, problemas na fiação e vazamentos estão prejudicando o funcionamento de dois postos de saúde que atendem pelo menos 15 mil famílias da Zona Leste de Londrina. ''Os postos da Vila Fraternidade e Vila Ricardo, com cerca de 200 metros quadrados cada, não comportam sequer uma maca ou uma cadeira de rodas, tamanha é a falta de espaço'', denunciou o presidente da Associação de Moradores do Jardim Pindorama, Alexandre Colognhezi.
Ele lembra que em uma reunião com o Conselho de Saúde da Zona Leste e a comunidade, em 2003, o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, se comprometeu a unificar os dois postos em uma unidade com cerca de 500 metros quadrados, a ser instalada na divisa entre os jardins Pindorama e San Rafael.
''Mas no último dia 4, o secretário voltou atrás e disse que iria ampliar o posto de saúde da Vila Ricardo, construindo uma farmácia. Mas sem medicamentos não adianta nada'', disse o presidente, que entrou em contato com o próprio secretário e representantes da Secretaria Municipal de Saúde por diversas vezes, sem receber resposta.
De acordo com a representante do Conselho de Saúde da Zona Leste, Luzeni de Araújo Marques, a unidade da Vila Fraternidade conta com apenas um clínico geral, enquanto no posto da Vila Ricardo trabalham um clínico geral e um ginecologista, que atendem duas vezes por semana. Entre atendentes, enfermeiros e médicos, cada posto conta com cerca de oito funcionários.
''Os médicos chegam pela manhã, atendem cerca de 15 pessoas e vão embora antes das 17 horas'', revelou Luzeni. Segundo ela, a demanda dos postos é de pelo menos 30 atendimentos diários.
Elaine Morato, moradora do Jardim Pindorama, reclama da falta de dentista para crianças e adultos. ''Sou contra a construção de um único posto. Mas acho que a prefeitura deveria investir nas unidades, ampliando os prédios e contratando mais médicos e dentistas'', disse.
O secretário Silvio Fernandes admitiu a situação precária dos postos de saúde, mas disse que um projeto está sendo planejado para a região. ''Sei que existe um projeto, mas como ocorreram mudanças, não me lembro como ficou a situação'', justificou-se. Ele disse que deverá entrar em contato segunda-feira com os funcionários responsáveis por construções, reformas e ampliações antes de responder sobre o assunto.


