Faltam materiais para as clínicas de odonto da Unioeste
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e o Conselho Regional de Odontologia (CRO) alertaram há dois anos sobre os problemas estruturais e de falta de equipamentosligados para o curso de odontologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Os alunos de odontologia hoje enfrentam a falta de materiais para o atendimento da população nas três clínicas existentes no campus de Cascavel. Naquela época, as duas entidades foram criticadas por toda a comunidade acadêmica, que temia estar sendo prejudicada.
O presidente da regional de Cascavel da Associação Brasileira de Odontologia, José Inglêz da Silva, observa que em 1999 a falta de dinheiro, materiais e equipamentos na Unioeste era evidente. ''Se estudantes, professores, direção e reitoria da universidade, além de algumas lideranças empresariais e políticas, tivessem se preocupado em nos apoiar e reforçar nosso pedido de providências, ao invés de nos atacarem com críticas e até medidas judiciais, certamente hoje o curso não estaria mergulhado na crise'', afirma.
Naquela ocasião, as duas entidades também enviaram pedido ao Conselho Federal de Odontologia (CFO), solicitando que o órgão fizesse uma vistoria nas instalações do curso. O objetivo era que o CFO tomasse medidas e exigisse da Unioeste e do governo do Estado as providências necessárias para que pudesse funcionar de forma regular, sem comprometer o andamento das aulas de laboratório e a qualidade do ensino.
O delegado do CRO-PR, João Cezar Meassi, lembra que ''tão logo foram feitos o alerta e o pedido ao Conselho Federal, a entidade sofreu uma saraivada de ataques e críticas, feitas por pessoas envolvidas com o curso''. ''Eles entenderam que estaríamos prejudicando o curso e a universidade. Fomos interpelados judicialmente pela Unioeste para que provássemos o que estávamos denunciando'', disse Meassi.
Depois da promessa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) de liberar R$ 10 mil imediatamente para a aquisição de materiais para os laboratórios, os alunos de odontologia deverão retomar o atendimento nas clínicas a partir de segunda-feira. ''É só o tempo de comprarmos o material necessário para as aulas práticas'', garantiu o acadêmico Alexandre Webber.


