Faltam kits para
exames que medem
células de defesa
Londrina tem atualmente cerca de 560 pessoas que utilizam medicamentos anti-retrovirais (o chamado coquetel) e são atendidas pelo Centro de Referência do Programa Municipal de DST/Aids e Ambulatório do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Cada um destes pacientes tem direito a três exames laboratoriais por ano para medir as células de defesa (TCD4) e a quantificação da carga viral.
‘‘São exames de suma importância para saber se o tratamento está dando certo’’, lembra o coordenador da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia), Roni Lima. Porém, desde o mês de agosto o Ministério da Saúde não repassa os kits utilizados nos exames. De acordo com dados da Alia, existem em torno de 380 pessoas na fila de espera pelo material.
A coordenadora do Projeto Reagir, Silvana Gomes dos Santos, diz que o problema é ainda mais grave em se tratando de crianças. ‘‘Quando há necessidade de troca de medicamento, a ausência dos exames pode significar a vida ou a morte.’’ Ela lembra que atualmente os kits ainda são fornecidos pelo Ministério da Saúde. Em junho do ano que vem, porém, Estado e municípios passarão a ser os responsáveis pelos exames. (S. L.)

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