Israel Reinstein
Cerca de 1,5 mil pessoas que fizeram exames de sorologia para detecção do vírus da aids terão que esperar até início de agosto para saber se estão ou não contaminadas. Desde o começo do mês, faltam kits para testes de soropositivididade nas 18 unidades de análise da rede pública. De acordo com a direção do Laboratório Central (Lacen), responsável pela contraprova dos exames no Estado, a compra dos componentes acontecerá depois do dia 05 de agosto.
Por enquanto, a maioria dos exames realizados nas unidades do Interior está sendo guardada pelo Lacen, por falta de material para avaliação. A diretora do Lacen, Ana Luíza Conter Borges, afirmou que a escassez de kits se deve a problema na licitação. ‘‘Foi aberta uma concorrência no começo do mês, mas nenhuma empresa se habilitou para fornecer o material’’, disse.
Por causa disso, as unidades ficaram sem reagentes para comprovar a soropositividade. ‘‘Como alternativa, algumas unidades passaram a comprar, por meio dos consórcios municipais, os kits para poder atender a população’’, disse. Porém, Ana Luiza afirmou que a maioria delas está atrasando a entrega dos resultados.
Ana Luiza disse que dentro do possível, usando o estoque que possui, o Lacen atendeu os casos emergenciais, ocorridos em ambulatórios. Como o Lacen é o responsável pela distribuição desse material no Estado, foram realizados alguns remanejamentos para atender os locais críticos. No ano passado, o Estado fez 83.916 exames anti-aids, sendo 27.780 foram de contraprovas do Lacen.
Uma nova licitação foi aberta esta semana, mas o resultado só será divulgado no dia 05 de agosto. Para o presidente do Grupo Dignidade, Toni Reis, a falta de exames era sabida desde o mês passado, quando algumas pessoas reclamaram para a instituição. Reis entende que a secretaria está solucionando o problema. ‘‘Mas para quem fica esperando é angustiante, porque nesse período a pessoa fica pensando em tudo que fez’’, afirmou.
Desde 1984, foram registrados 6.318 casos de aids, sendo que 6.318 em adultos e 256 em crianças. Nos últimos três anos, vem crescendo o número de pessoas infectadas no Paraná. Até a primeira quinzena de julho, a secretaria registrou 337 novos registros. Em 1998, surgiram 1.103 casos, contra 1.089, no ano anterior.

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